Cartaz do filme Star Wars: Uma Nova Esperança
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O legado de Star Wars para os efeitos visuais no cinema

Essa semana, em 4 de maio, comemoramos o Dia de Star Wars (Star Wars Day).

Nesse Star Wars Day, relembremos como a história das últimas décadas dos efeitos visuais no cinema se confunde com o lançamento do primeiro filme da franquia, Star Wars: Uma Nova Esperança (1977).

O sucesso “arrasa-quarteirão” ou blockbuster (como no termo em inglês), do primeiro filme da saga, transformou a indústria cinematográfica e consequentemente a área de efeitos visuais.


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A empresa de efeitos visuais Industrial Light and Magic (ILM) foi fundada em 1975 por George Lucas com o objetivo de criar os efeitos especiais para o filme Star Wars: Uma Nova Esperança.

O empreendedorismo de Lucas mudou a forma como os filmes são realizados.

Suas empresas, incluindo a ILM, criaram inovações importantes para a indústria cinematográfica.

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Efeitos visuais pioneiros

Com o sucesso da trilogia de Star Wars, George Lucas pode continuar investindo nas subsidiárias da Lucasfilm. Dos computadores da Industrial Light and Magic surgiram efeitos visuais pioneiros que marcaram a história do cinema.

Em 1982, a ILM inovou com os efeitos visuais para o filme Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan.

O pesquisador William Reeves criou o método de representação de objetos particulados dinâmicos que ficou conhecido como Sistema de Partículas de Reeves.

Com esta técnica se conseguia modelar no computador formas irregulares e fenômenos “amorfos” como nuvens, fumaça e espumas das ondas do oceano.

A criação de Reeves foi utilizada pela primeira vez neste filme.

Em seguida, para O Enigma da Pirâmide (1985), temos um dos primeiros personagens digitais da história do cinema, “o cavaleiro saído do vitral”.

Em 1988, para o filme Willow na Terra da Magia, a ILM apresentou pela primeira vez no cinema a técnica morphing em computação gráfica.

Esta técnica apresenta a passagem de uma imagem a outra de uma maneira bastante fluida e natural.

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Pionerismo na criação de personagens digitais

Além do “cavaleiro saído do vitral” de O Enigma da Pirâmide, a ILM criou o pseudópode de água do filme O Segredo do Abismo (1989), personagem feito em computação gráfica que tinha a característica de apresentar as feições dos atores que na cena “contracenassem” com a criatura de água.

Para O Exterminador do Futuro 2: o Julgamento Final (1991), a ILM criou as metamorfoses do personagem T-1000, primeiro personagem criado em computação gráfica com destaque em um filme live action.

Em 1993, Steven Spielberg lança o filme Jurassic Park. A Industrial Light and Magic é responsável pela criação em computação gráfica dos dinossauros mais realistas feitos até então na história do cinema.

Para Forrest Gump (1994), a ILM criou as famosas sequências em que o personagem de Tom Hanks contracena com personalidades. Assim como, criou as cenas em que o militar Dan Taylor, personagem de Gary Sinise, aparece com as pernas amputadas.

Dessa maneira, a Industrial Light and Magic tornou-se referência quando se trata de efeitos visuais, oferecendo uma nova gama de ferramentas e possibilidades.

Muitos avanços tecnológicos atuais presentes na área de efeitos visuais se deve ao trabalho da ILM.

Portanto, o impacto da criação da Industrial Light and Magic que nasce juntamente com a franquia Star Wars permitiu a toda uma geração de cineastas realizar efeitos visuais ímpares e pioneiros para as suas obras.

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